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domingo, 30 de outubro de 2011

Relatório do “Café Filosófico”



O evento intitulado “Café Filosófico” consistiu em trabalho conjunto dos bolsistas do PIBID – Filosofia da UFRRJ que acompanharam as atividades do CIEP Antelo Romar, em Seropédica, durante o primeiro semestre de 2011, tendo ainda a colaboração da professora e supervisora responsável Rosimar. A culminância do “Café Filosófico” foi no dia 22/06/2011, tendo seu início às 08h45min, sendo seu tema principal o “Amor” e suas implicações.


Proposto pela professora e supervisora Rosimar, o tema “Amor” se fez pertinente dadas as vivências cotidianas dos alunos, que, através das relações pessoais, da música, e demais mídias, o “Amor” e suas nuances podem ser ditas de diversas formas. Neste caso, como é um tema presente no dia a dia dos alunos, nós junto a professora Rosimar, entendemos que propor uma discussão acerca do “Amor”, estimulando a participação dos alunos, seria de grande importância A abertura do evento contou com a apresentação do coordenador Pedro Hussak, que foi responsável por apresentar os objetivos gerais do PIBID, para em seguida ouvirmos um parecer da diretora do CIEP, para que começassem as apresentações.

A primeira bolsista a se apresentar foi Paula Bruce, cabendo-lhe expor a tradição mítica na Antiguidade e de como esta era relacionada com o amor, a paixão e os desejos a partir do deus Eros.

(apresentação musical de aluna do CIEP)

Em seguida o bolsista Davi expos a corrente filosófica dos estóicos e como os desejos eram tratados no estoicismo.

(apresentação teatral dos alunos tratando das paixões cotidianas)

Após a apresentação dos alunos, foi a vez do bolsista Vinícius apresentar o seu tema, que fora intitulado “Amor tirânico”. Para tanto, Vinícius fez uma apresentação geral situando o tema. Primeiramente foi apresentado quem fora Platão, para em seguida explicar em que contexto é tratado o amor na sua obra “O Banquete”. Devidamente introduzidos no assunto, foram abordados temas como ciúme, sentimento de possa em relação a um par, em contraponto com um amor em vista de um bem supremo, caracterizado como amor divino, bem como é tratado na Antiguidade.

(coro musical dos alunos; peça ensaiada pelos alunos: “Os 3 nomes do amor: Eros, Filia e Ágape”. Com a colaboração de Guido)

*********************************Intervalo*************************************

Retornando do intervalo, foi a vez dos bolsistas Mario Fellipe e Thiago Barros tratarem de outro tipo de amor, um amor racionalizado. Pensando nas mediações que podem ter as relações amorosas, foi abordado por estes o “Amor racional”, pensando nas medidas de manutenção deste sentimento como um cálculo racional. Propondo uma discussão do tema, trouxeram a idéia de harmonia entre dois indivíduos como um amor romantizado, contraponto com a tese de que romantismo é um sentimento particular exageradamente
idealizado.

(apresentação musical dos alunos)

O evento ainda contou com a participação do Prof. Dr. Admar Costa, da UFRRJ, a convite dos bolsistas. O professor apresentou o amor como surgiu na Antiguidade, com ênfase na questão pública, uma vez que todos estão inseridos num mesmo espaço, formando necessariamente uma rede de relações. Dito isto, foram apresentadas três maneiras de influenciar as relações: pela força do mais forte (violência); pela mediação das relações através do amor (relação familiar; amigos; amado e amante); e pelo convencimento/persuasão.

Em Platão, Eros é pensado, sobretudo, na relação amante e amado, estando relacionado com nossos desejos. Somos determinados por aquilo que desejamos, e desejos remetem a falta de algo. É bem lembrada a importância que Platão deu a cultura e em como esta direciona o desejo. Sendo assim, o objetivo de Platão é: que busquemos o conhecimento de nós mesmos para saber os objetos de desejo e suas motivações. Para tanto, caberia a educação filosófica para se educar os desejos, contribuindo para um conhecimento de si que
nos faça saber o que desejar, ou melhor, o que deve ser mais desejável.

Desta forma, Eros nos é apresentado como um problema filosófico, mas sem excluir as outras relações de amor, mas tiramos da apresentação o grande objetivo do filósofo grego: devemos desejar o que realmente se necessita.

Por último, mas não menos importante, foi lembrado pela bolsista Patrícia Boeira, que o amor é tratado também em outras formas literárias, como a poesia, e apresentou o tema “Amor e poesia” a partir da poetisa grega Safo de Lesbos. Sua apresentação trouxe o contexto histórico da poetisa e ainda contou com a leitura da poesia de Safo “A uma mulher amada”.

(apresentação musical; leitura por uma aluna de texto próprio sobre amizade)

Finalizando o dia de apresentações, a professora Rosimar fez considerações finais e os agradecimentos, que nós, os bolsistas, reiteramos. Agradecimentos: coordenadores Pedro e Nelma, ao professor Admar e a CAPES.




Envio: Patrícia Boeira de Souza, texto: Renato Braga Campello, bolsistas do PIBID - Filosofia da UFRRJ.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

A Mentira Em Debate


Após alguma reuniões em que todo o grupo debateu sobre qual seria a melhor forma de interagir com os alunos do 3º ano do Colégio Estadual Presidente Dutra, de forma a aproximar e apresentar o campo do pensamento filosófico, chegamos a um ponto que nos pareceu que poderia render bons frutos, o “Cine x Debate”. A idéia se mostrou eficaz em nossa primeira tentativa. A utilização de fontes alternativas como forma de preencher a lacuna entre o pensamento do professor e do aluno para que todos possam pensar juntos é fundamental, mas isso não exime do professor a sua capacidade de atuação no campo do pensamento e, sim, auxilia. De uma maneira geral, o grupo se manteve unido, cada um colaborando e preenchendo com significativa importância o pensamento do outro, abrindo sempre novas possibilidades e expandindo os horizontes de conhecimento.


Fica aqui o agradecimento aos meus colegas de grupo: Christofer, Demetryus e Miécimo Ribeiro, por compartilharem comigo essa primeira experiência e também à Professora e Coordenadora do projeto na escola Andreia e à Professora Rosangela, responsável pela turma, que nos proporcionaram essa chance, sem esquecer dos nossos amigos alunos do C.E. Presidente Dutra.

E foi numa conversa informal que chegamos ao filme “A invenção da Mentira”, que foi o escolhido para inaugurar nosso primeiro diálogo com os alunos. O filme se passa numa realidade onde não existe mentira, todas as pessoas falam somente a verdade, o que rende boas gargalhadas pelos seus diálogos carregados de uma graça ácida e muitas vezes cruel. O ponto-chave da trama é exatamente a invenção da mentira pelo protagonista, fato que muda toda sua vida transformando-o no homem mais poderoso do mundo, já que é o único capaz de ‘falar algo que não é’, como ele mesmo define. Após o filme, propusemos um questionário para que refletissem em casa, mais para situar os alunos em qual seria o centro de discussão, e na aula seguinte fizemos o debate. As perguntas foram as seguintes:

1. Como observado no filme, não há mentira no que as pessoas dizem. Embora por uma abordagem cômica, o filme reflete um mundo, de certa forma, triste e caótico. Na sua opinião, qual a importância da mentira e em que momentos ela torna-se algo positivo?


2. O filme demonstra de maneira sutil que, diretamente ao fato de não conseguir mentir, o indivíduo apresenta, também, como principal característica para não fazê-lo, a falta de criatividade, o que fica bastante claro, por exemplo, na forma como são feitos os filmes neste “mundo imaginário”.Você concorda com esta afirmação? É possível conseguir mentir sem ter inspiração criativa?

3. Aproveitando a questão 2, disserte sobre os principais pontos do filme em que você percebeu que algo poderia ter ocorrido de maneira diferente se houvesse o uso da criatividade por parte dos indivíduos.

4. Comente sobre a questão religiosa abordada no filme, que fica clara no momento em que Mark afirma conversar com “o cara que vive lá em cima”. Para você esta crítica está com maior tendência para o ataque religioso ou seria uma forma de ampliar os horizontes do espectador, sem desrespeitar suas crenças?


5. Por fim, descreva sua impressão sobre o filme apresentado, o que você pôde absorver dele, o que você gostou (ou não), enfim... Dê sua opinião, como se fosse uma crítica ou resenha sobre o filme, mas sinta-se livre para fazê-lo da forma que achar mais conveniente.

O debate se desenrolou por meio da discussão estética, ética e religiosa que o filme proporciona; A importância da criatividade no pensamento humano como forma de expansão foi o principal ponto discutido, sendo ela um fator fundamental tanto para a arte quanto para a ética das relações cotidianas. Falou-se também dos usos da mentira e do poder do discurso em seus vários âmbitos: político, religioso e interpessoal.

O filme, partindo da idéia de trabalhar um único conceito – a mentira – à primeira vista pode parecer simples, mas se demonstra genial ao longo da obra e, como se pôde perceber, rende discussões das mais diversas. Fica aqui então a dica para quem quiser, além de dar boas risadas e apreciar um romance, pensar!


A invenção da mentira - Trailer.


*O vídeo contém alguns erros na tradução e o título não está em sua tradução literal, pois o nome oficial utilizado no Brasil é "O Primeiro Mentiroso", porém o vídeo permite compreender a atmosfera na qual gira o filme.




(Postado por Vinícius Vieira)

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Vocábulos Filosóficos

Certa vez, discutindo sobre uma atividade que gostaríamos de desenvolver com uma turma e, ainda indecisos quanto à qual levaríamos à sala de aula, nos surgiu uma idéia que pudesse ser, ao mesmo tempo, divertida e construtiva. Para nossa satisfação, acertamos em cheio, e pudemos dividir com os alunos um pouco da nossa sabedoria, assim como muitas gargalhadas! 

A idéia foi bem simples e gerou ótimos resultados. O que trabalhamos foi o seguinte: Organizamos a turma em círculo, visando a participação de todos os alunos, escrevemos diversas palavras, cada uma em um papel e em número proporcional à quantidade de alunos participantes, e sorteamos cada um desses papeis para cada um dos alunos.

Esta é uma atividade que muitos educadores já utilizam há bastante tempo e tem como objetivo a interação entre os alunos e a expansão de seu vocabulário. Acreditamos ser interessante aplicarmos esta dinâmica, em especial nesta turma, por tratar-se de uma classe de 3º ano. Assim, como muitos já preparavam-se para o exame do ENEM, esta seria uma contribuição de extrema valia, principalmente considerando que o exame, além das questões apresentadas, também submete os candidatos à uma redação.

Porém, para que a atividade se aproximasse do trabalho que desempenhamos, optamos por pré-selecionar palavras que estivessem ligadas ao meio filosófico. Algumas palavras foram simples, utilizadas em nosso cotidiano, as quais acabaram ganhando, com o tempo, outros significados. Outras mais técnicas, sendo que estas sabíamos que muito dificilmente os alunos conseguiriam acertar seu significado. Mesmo assim, optamos por esta mistura, para que fosse garantida a diversão, afinal, com os erros, poderíamos rir bastante, mas também proporcionar aos alunos a experiência de conhecer seus significados. 

Para a preservação da integridade moral dos alunos, os papéis foram recolhidos sem a necessidade de qualquer tipo de identificação, deixando os mesmos livres para tentar acertar o significado das palavras e a aderência foi total. 

Tivemos muitas surpresas ao ler as respostas e agregamos, ao mesmo tempo, mais conhecimento para os alunos, e mais experiência para nós, que ministramos a atividade. Ao término, além do aprendizado, pudemos também debater sobre o uso destas palavras, com exemplificações e de bônus, ainda tivemos um bate-papo muito bacana com os alunos sobre diversos assuntos, incluindo uma apresentação sobre nossos conhecimentos na área da filosofia, suas experiências pessoais, dicas para o ENEM, dentre outros assuntos.

Nesta atividade participamos eu (Demetryus) e meus amigos e colegas de trabalho Christofer, Vinícius Vieira e Miécimo Júnior, sob a supervisão da professora de filosofia Rosângela, responsável pela turma, à qual agradecemos a concessão para a realização deste trabalho.

A dinâmica se deu durante duas aulas inteiras e, ainda assim, devido ao vasto conteúdo, não conseguimos trabalhar todas as palavras. Então prometemos (e cumprimos) aos alunos uma pequena apostila contendo todas as palavras trabalhadas, as respostas dadas pelos mesmos, seus respectivos significados e, para completar, alguns comentários divertidos feitos por nós, além de uma mensagem introdutória e por fim uma despedida, pois esta foi uma das últimas atividades que realizamos com esta turma.

Segue abaixo, na íntegra, esta apostila que preparamos e esperamos que você, que está agora lendo este texto, aprenda e divirta-se tanto quanto nós!


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Caros Alunos,

Encontram-se aqui as palavras que trabalhamos em sala de aula, seguidas das respostas dadas por vocês, alguns comentários e o significado correto de cada uma delas.
Para relembrar a atividade: estas palavras são frequentemente usadas no meio filosófico e muitas delas no nosso próprio cotidiano. A proposta é que possamos, de uma forma divertida e menos formal, ampliar nosso vocabulário e conhecer novos significados de termos e conceitos que utilizamos comumente em nosso dia-a-dia.
            Esperamos que façam um bom proveito deste material e que não se esqueçam da seguinte mensagem:
Nada na nossa vida é eterno, inclusive nossa própria vida, exceto o conhecimento, que perdura durante todo o nosso tempo de vida e, inclusive, para quem crê na vida após a morte, também, após o término dela, independente da religião que se acredite. Esta é a nossa bagagem mais preciosa e nossa expectativa é que vocês nunca contenham-se com aquilo que saibam e busquem, independente das atividades que venham a desempenhar daqui em diante, sempre conhecer mais e mais.
Agora chega de enrolação e vamos lá!

  • Alteridade


“Algo que muda com freqüência, ou seja, tem alterações”
“Boa tentativa! Mas não é isso!!!”

Significado da palavra:

Alteridade (ou outridade) é a concepção que parte do pressuposto básico de que todo o homem social interage e interdepende de outros indivíduos. Assim, como muitos antropólogos e cientistas sociais afirmam, a existência do "eu-individual" só é permitida mediante um contato com o outro (que em uma visão expandida se torna o Outro - a própria sociedade diferente do indivíduo). Dessa forma eu apenas existo a partir do outro, da visão do outro, o que me permite também compreender o mundo a partir de um olhar diferenciado, partindo tanto do diferente quanto de mim mesmo, sensibilizado que estou pela experiência do contato.

  • Autenticidade


“É uma pessoa autêntica, que fala a realidade, expõe seus sentimentos ao extremo, sem medo de mostrar sua realidade”
 “Quase isso, vamos desenvolver melhor?”

Significado da palavra:

Entende-se por autenticidade a certeza absoluta de que um objeto (em análise) provém das fontes anunciadas e que não foi alvo de mutações ao longo de um processo. Na telecomunicação, uma mensagem será autêntica se for, de fato, recebida na íntegra, diretamente do emissor.
Autenticidade é a garantia de que você é quem diz ser. Em segurança da informação um dos meios de comprovar a autenticidade é através da biometria que esta ligado diretamente com o controle de acesso que reforça a confidencialidade e é garantida pela integridade.

  • Doutrina


“Ensinamento vindo de líderes para outros líderes”
 “Chegou perto!”

Significado da palavra:

O termo doutrina pode ser definido como o conjunto de princípios que servem de base a um sistema religioso, político, filosófico, militar,pedagógico, entre outros.

  • Empirismo


“Eu acho que é acreditar que eu ou nós somos o centro do mundo”
 “Ops, não foi dessa vez!”

Significado da palavra:

Na filosofia, Empirismo é um movimento que acredita nas experiências como únicas (ou principais) formadoras das ideias, discordando, portanto, da noção de ideias inatas.
O empirismo é descrito-caracterizado pelo conhecimento científico, a sabedoria é adquirida por percepções; pela origem das idéias por onde se percebe as coisas, independente de seus objetivos e significados; pela relação de causa-efeito por onde fixamos na mente o que é percebido atribuindo à percepção causas e efeitos; pela autonomia do sujeito que afirma a variação da consciência de acordo com cada momento; pela concepção da razão que não vê diferença entre o espírito e extensão, como propõe o Racionalismo e ainda pela matemática como linguagem que afirma a inexistência de hipóteses.
Na ciência, o empirismo é normalmente utilizado quando falamos no método científico tradicional (que é originário do empirismo filosófico), o qual defende que as teorias científicas devem ser baseadas na observação do mundo, em vez da intuição ou da fé, como lhe foi passado.

  • Epistemologia


“Estuda os espermas”
 “Hahaha! A palavra é epistemologia e não “espermologia” (que não existe, à propósito), mas ok, valeu a tentativa!”

Significado da palavra:

Epistemologia ou teoria do conhecimento (do grego ἐπιστήμη [episteme], ciência, conhecimento; λόγος [logos], discurso) é um ramo da Filosofia que trata dos problemas filosóficos relacionados com a crença e o conhecimento.
A epistemologia estuda a origem, a estrutura, os métodos e a validade do conhecimento, motivo pelo qual também é tipicamente conhecida por filosofia do conhecimento. Relaciona-se com a metafísica, a lógica e o empirismo, uma vez que avalia a consistência lógica da teoria e a sua coesão factual. Este fato torna-a uma das principais vertentes da filosofia (é considerada a "correctora" da ciência). A sua problemática compreende a questão da possibilidade do conhecimento, nomeadamente se é possível (técnicamente, a um ser humano) conseguir algum dia atingir o conhecimento total e genuíno, fazendo-nos oscilar entre uma resposta dogmática ou empirista.

  • Erotismo


“É quando uma pessoa tenta seduzir a outra através do seu corpo com um tipo de dança ou com toques”
 “Tá aí um exemplo de palavra que usamos no nosso cotidiano e que possui sentidos diversos. Você chegou perto, mas vamos desenvolver melhor!”

Significado da palavra:

Erotismo é o conjunto de expressões culturais e artísticas humanas referentes ao sexo. A palavra provém do latim ‘eroticus’ e este do grego‘erotikós’, que se referia ao amor sensual e à poesia de amor.
A palavra grega deriva-se do nome de Eros, o deus grego do amor, Cupido para os romanos, que com suas flechas unia corações, significando hoje amor, paixão, desejo intenso.
Um sentimento ou uma manifestação erótica, entretanto, pode significar muito mais do que uma atitude meramente ligada à sexualidade. Pode-se ter uma aspiração erótica em relação à um objeto de consumo (aquele tênis tão desejado), à si mesmo (ao se olhar no espelho por exemplo; o narcisismo é um tipo de erotismo), ao conhecimento, etc. Em suma, o prazer erótico, na filosofia, vai além do sexual, mas é um impulso ditado pela vontade irracional (ou pouco racional) de satisfação perante qualquer objeto de desejo.

  • Ética


“É constituída pelos valores e pelas obrigações que formam o conteúdo das condutas morais”
 “É uma boa resposta, mas ética não é uma obrigação... vejamos a seguir com mais detalhes”

Significado da palavra:

Ética (do grego ethos, que significa modo de ser, caráter, comportamento) é o ramo da filosofia que busca estudar e indicar o melhor modo de viver no cotidiano e na sociedade. Diferencia-se da moral, pois enquanto esta se fundamenta na obediência a normas, tabus, costumes ou mandamentos culturais, hierárquicos ou religiosos recebidos, a ética, ao contrário, busca fundamentar o bom modo de viver pelo pensamento humano.
Na filosofia clássica, a ética não se resume ao estudo da moral (entendida como "costume", do latim mos, mores), mas a todo o campo do conhecimento que não é abrangido na física,metafísica, estética, na lógica e nem na retórica. Assim, a ética abrangia os campos que atualmente são denominados antropologia, psicologia, sociologia, economia, pedagogia,educação física, dietética e até mesmo política, em suma, campos direta ou indiretamente ligados a maneiras de viver.

  •  Humanismo


“É a parte do estudo que fala sobre a humanidade”
 “De certa forma, mas está um pouco desarticulado... Vamos ver isto melhor desenvolvido.”

Significado da palavra:

Humanismo é a filosofia moral que coloca os humanos como primordiais, numa escala de importância. É uma perspectiva comum a uma grande variedade de posturas éticas que atribuem a maior importância à dignidade, aspirações e capacidades humanas, particularmente a racionalidade. Embora a palavra possa ter diversos sentidos, o significado filosófico essencial destaca-se por contraposição ao apelo ao sobrenatural ou a uma autoridade superior.[1][2] Desde o século XIX, o humanismo tem sido associado ao anti-clericalismo herdado dos filósofos Iluministas do século XVIII. 

  • Ideologia


“É a idéia de um objetivo na vida onde a pessoa pretende traçar”
 “Quase!”

Significado da palavra:

Ideologia é um termo que possui diferentes significados e duas concepções: a neutra e a crítica. No senso comum o termo ideologia é sinônimo ao termo ideário (em português), contendo o sentido neutro de conjunto de ideias, de pensamentos, de doutrinas ou de visões de mundo de um indivíduo ou de um grupo, orientado para suas ações sociais e, principalmente, políticas. Para autores que utilizam o termo sob uma concepção crítica, ideologia pode ser considerado um instrumento de dominação que age por meio de convencimento (persuasão ou dissuasão, mas não por meio da força física) de forma prescritiva, alienando a consciência humana.
Para alguns, como Karl Marx, a ideologia age mascarando a realidade. Os pensadores adeptos da Teoria Crítica da Escola de Frankfurt consideram a ideologia como uma ideia, discurso ou ação que mascara um objeto, mostrando apenas sua aparência e escondendo suas demais qualidades. Já o sociólogo contemporâneo John B. Thompson também oferece uma formulação crítica ao termo ideologia, derivada daquela oferecida por Marx, mas que lhe retira o caráter de ilusão (da realidade) ou de falsa consciência, e concentra-se no aspecto das relações de dominação.

  • Iluminismo


“Movimento criado para mudar conceitos rústicos. E eu enxergo a luz, ministrado pelos niomatas (?) nos movimentos das luzes”
 “Começou bem, mas terminou mal... E, a propósito, quem seriam os “niomatas”? Nem o Google sabe! Rsrsrs!

Significado da palavra:

Iluminismo, Esclarecimento ou Ilustração (deriva do latim iluminare, em alemão Aufklärung, em inglês Enlightenment, em italiano Illuminismo, em francês Siècle des Lumières ou illuminisme e em espanhol Ilustración) são termos que designam um dos mais importantes e prolíficos períodos da história intelectual e cultural ocidental.
Ainda que importantes contemporâneos venham ressaltando as origens do Iluminismo no século XVII tardio, não há consenso abrangente quanto à datação do início da era do Iluminismo. Boa parte dos acadêmicos simplesmente utilizam o início do século XVIII como marco de referência, aproveitando a já consolidada denominação Século das Luzes . O término do período é, por sua vez, habitualmente assinalado em coincidência com o início das Guerras Napoleônicas (1804-1815).
Iluminismo é um conceito que sintetiza diversas tradições filosóficas, sociais, políticas,correntes intelectuais e atitudes religiosas. Pode-se falar mesmo em diversos micro-iluminismos, diferenciando especificidades temporais, regionais e de matiz religioso, como nos casos de Iluminismo tardioIluminismo escocês e Iluminismo católico.
Iluminismo é, para sintetizar, uma atitude geral de pensamento e de ação. Os iluministas admitiam que os seres humanos estão em condição de tornar este mundo um mundo melhor - mediante introspecção, livre exercício das capacidades humanas e do engajamento político-social.

  • Liberdade


“A palavra liberdade, entendo eu, significa como livre e espontânea escolha para decidir o que quer, não importa o que...”
 “Boa resposta! Mas cuidado com a articulação, poderia ter sido melhor...”

Significado da palavra:

Liberdade, em filosofia, designa de uma maneira negativa, a ausência de submissão, de servidão e de determinação, isto é, ela qualifica a independência do ser humano. De maneira positiva, liberdade é a autonomia e a espontaneidade de um sujeito racional. Isto é, ela qualifica e constitui a condição dos comportamentos humanos voluntários.
Não se trata de um conceito abstrato. É necessário observar que filósofos como Sartre e Schopenhauer buscam, em seus escritos, atribuir esta qualidade ao ser humano livre. Não se trata de uma separação entre a liberdade e o homem, mas sim de uma sinergia entre ambos para a auto-afirmação do Ego e sua existência. E na equação entre Liberdade e Vontade, observa-se que o querer ser livre torna-se a força-motriz e, paradoxalmente, o instrumento para a liberação do homem.

  • Naturalismo


“É a forma natural de se viver ou agir”
 “De acordo com sua resposta, seria viver com naturalidade, diferente de naturalismo...”

Significado da palavra:

Naturalismo é uma escola literária conhecida por ser a radicalização do Realismo, baseando-se na observação fiel da realidade e na experiência, mostrando que o indivíduo é determinado pelo ambiente e pela hereditariedade. A escola esboçou o que pode-se declarar como os primeiros passos do pensamento teórico evolucionista de Charles Darwin.

  • Paradigma


“Olha, não sei, mas tenho uma grande curiosidade de saber. E aí... me diz!”
 “Ok, já que está com tanta vontade de saber, nós dizemos sim J

Significado da palavra:

Paradigma (do grego parádeigma) literalmente modelo, é a representação de um padrão a ser seguido. É um pressuposto filosófico, matriz, ou seja, uma teoria, um conhecimento que origina o estudo de um campo científico; uma realização científica com métodos e valores que são concebidos como modelo; uma referência inicial como base de modelo para estudos e pesquisas.

  • Positivismo


“Algo positivo, ao contrário do negativo, visto de uma forma boa, uma confirmação de um ser necessário”
 “Desculpe, não foi dessa vez! Veja: uma pessoa positiva não é uma pessoa positivista, são coisas diferentes... Vamos entender isto melhor!”

Significado da palavra:

Positivismo é um conceito utópico que possui distintos significados, englobando tanto perspectivas filosóficas e científicas do século XIX quanto outras do século XX. Desde o seu início, com Augusto Comte (1798-1857) na primeira metade do século XIX, até o presente século XXI, o sentido da palavra mudou radicalmente, incorporando diferentes sentidos, muitos deles opostos ou contraditórios entre si.
Para Comte, o Positivismo é uma doutrina filosófica, sociológica e política. Surgiu como desenvolvimento sociológico do Iluminismo, das crises social e moral do fim da Idade Média e do nascimento da sociedade industrial - processos que tiveram como grande marco a Revolução Francesa (1789-1799). Em linhas gerais, ele propõe à existência humana valores completamente humanos, afastando radicalmente a teologia e a metafísica (embora incorporando-as em uma filosofia da história). Assim, o Positivismo associa uma interpretação das ciências e uma classificação do conhecimento a uma ética humana radical, desenvolvida na segunda fase da carreira de Comte.

  • Pragmatismo


“Tem haver com pragas?”
 “Não, embora algumas pessoas pragmáticas sejam, de fato, uma praga! Hahaha”

Significado da palavra:

O Pragmatismo constitui uma escola de filosofia, com origens nos Estados Unidos da América, caracterizada pela descrença no fatalismo e pela certeza de que só a ação humana, movida pela inteligência e pela energia, pode alterar os limites da condição humana. Este paradigma filosófico caracteriza-se, pois, pela ênfase dada às consequências - utilidade e sentido prático - como componentes vitais da verdade.
Pragmatismo aborda o conceito de que o sentido de tudo está na utilidade - ou efeito prático - que qualquer ato, objeto ou proposição possa ser capaz de gerar. Uma pessoa pragmatista vive pela lógica de que as ideias e atos de qualquer pessoa somente são verdadeiros se servem à solução imediata de seus problemas. Nesse caso, toma-se a Verdade pelo o que é útil naquele momento exato, sem consequências.

  • Realidade


“É tudo que vivemos. É o senso crítico de saber que tudo é real, não um desenho que vemos na TV”
 “É tudo o que vivemos seria a resposta ideal. Depois disto, houve um certo equívoco... Vejamos mais detalhes”

Significado da palavra:

Realidade (do latim realitas isto é, "coisa") significa em uso comum "tudo o que existe". Em seu sentido mais livre, o termo inclui tudo o que é, seja ou não perceptível, acessível ou entendido pela ciência, filosofia ou qualquer outro sistema de análise.
Realidade significa a propriedade do que é real. Aquilo que é, que existe. O atributo do existente.
O real é tido como aquilo que existe, fora da mente. Ou dentro dela também. A ilusão, a imaginação, embora não esteja expressa na realidade tangível extra-mentis, existe ontologicamente, onticamente (relativa ao ente), ou seja: intra-mentis. E é portanto real, embora possa ser ou não ilusória. A ilusão quando existente, é real e verdadeira em si mesma. Ela não nega sua natureza. Ela diz sim a si mesma. A realidade interna ao ser, seu mundo das idéias, mesmo enquanto ente fictício, imaginário, idealizado no sentido de tornar-se idéia, e ser idéia, pode - ou não - ser existente e real também no mundo externo. O que não nega a realidade da sua existência enquanto ente imaginário, idealizado.

  • Realismo


“Algo real, uma pessoa realista. Por aí...”
“Huumm... Não é bem por aí!”

Significado da palavra:

Realismo foi um movimento artístico e literário surgido nas últimas décadas do século XIX na Europa, mais especificamente na França, em reação ao Romantismo.

Características do Realismo
§     Veracidade:
Despreza a imaginação romântica.
§     Contemporaneidade:
Descreve a realidade, falar sobre o que está acontecendo de verdade.
§     Retrato fiel das personagens:
Caráter, aspectos negativos da natureza humana.
§     Gosto pelos detalhes:
Lentidão na narrativa.
§     Materialismo do amor:
Mulher objeto de prazer/adultério.
§     Denúncia das injustiças sociais
Mostra para todos a realidade dos fatos.
§     Determinismo e relação entre causa e efeito
O realista procurava uma explicação lógica para as atitudes das personagens, considerando a soma de fatores que justificasse suas ações. Na literatura naturalista, dava-se ênfase ao instinto, ao meio ambiente e à hereditariedade como forças determinantes do comportamento dos indivíduos.
§     Linguagem próxima à realidade:
Simples, natural, clara e equilibrada.

  • Relativismo


Está ligada à palavra relativo =D”
“Espertinho(a)!”

Significado da palavra:

O relativismo é uma doutrina que prega que algo é relativo, contrário de uma idéia absoluta, categórica. Atitude ou doutrina que afirma que as verdades (morais, religiosas, políticas, científicas, etc.) variam conforme a época, o lugar, o grupo social e os indivíduos de cada lugar.
Na filosofia, e na antropologia, Ian Jarvie diz que o relativismo é a "Postura segundo qual toda avaliação é relativa a algum padrão, seja qual for, e os padrões derivam de culturas."
O relativismo, dessa forma, leva em consideração diversos tipos de análise, mesmo sendo análises aparentemente contraditórias. As diversas culturas humanas geram diferentes padrões segundo os quais as avaliações são geradas. Max Weber, em suas obras sobre epistemologia, abre espaço para o relativismo nas ciências da cultura quando diz que a ciência é verdade para todos que querem a verdade, ou seja, por mais diferentes que sejam as análises geradas por pontos de vista culturais diferentes, elas sempre serão cientificamente verdadeiras, enquanto não refutadas.

  • Subjetivação


“É uma coisa subjetiva”
 “Outro(a) espertinho(a)... Mas é muito mais do que isso! Vamos entender melhor”

Significado da palavra:

Subjetivação, basicamente, é o processo de tornar-se sujeito. Assim como a noção de sujeito, esse termo está ancorado em diferentes perspectivas nas ciências humanas.

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Fonte: Wikipédia, a enciclopédia livre.
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                Gostaríamos, por fim, de dizer que foi um enorme prazer para nós trabalharmos, mesmo em um curto período de tempo, com a colaboração de todos vocês! Esperamos que tenha sido para vocês tão prazeroso, divertido e edificante este contato como foi para nós! Desejamos à todos um feliz natal e ano novo e muita paz e sabedoria para toda a vida. Nunca deixem de buscar o conhecimento!

Um grande abraço!
Grupo PIBID de Filosofia da UFRRJ

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