segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Dica de Filme - Crash - No Limite

Título original: (Crash)
Lançamento (EUA): 2004
Direção: Paul Haggis
Atores: Karina Arroyave, Dato Bakhtadze, Sandra Bullock, Don Cheadle
Tempo de Duração: 113 minutos
Gênero: Drama
Classificação: 14 anos
Sinopse: Jean Cabot (Sandra Bullock) é a rica e mimada esposa de um promotor, em uma cidade ao sul da Califórnia. Ela tem seu carro de luxo roubado por dois assaltantes negros. O roubo culmina num acidente que acaba por aproximar habitantes de diversas origens étnicas e classes sociais de Los Angeles: um veterano policial racista, um detetive negro e seu irmão traficante de drogas, um bem-sucedido diretor de cinema e sua esposa, e um imigrante iraniano e sua filha.

Comentários do Filme:
"Crash" é um filme sobre tensões raciais e sociais, apresenta personagens heterogêneos vivendo em "mundos" diferentes dentro dos limites de uma mesma cidade (Los Angeles) onde esses "mundos" diferentes entram em conflito. As personagens têm noções preconcebidas sobre as pessoas de uma etnia particular ou as pessoas de uma região geográfica e essas noções não são amigáveis o tempo todo. Essa é uma das possíveis mensagens que o filme pode nos passar. O julgamento próprio pode ser errático às vezes ou o forçamento das circunstâncias pode não ser amigável. É a representação de uma sociedade multicultural construída no racismo e na desigualdade, que limita a justiça social. Neste filme o preconceito e a estereotipagem são predominantes ao discutir direitos legais e direitos morais. A situação social influência de forma decisiva nas escolhas dos indivíduos. Este filme pode ser uma opinião muito pessoal e particular do diretor, sendo a visão de mundo dele, mas que pode nos levar a alguns questionamentos: Que é racismo? Por que existe? Quem o cria? Porque a raça é um dos maiores problemas dos relacionamentos entre povos? Este filme provoca um diálogo sobre a "raça" que de acordo com alguns críticos foi o anátema a Hollywood após 11 de Setembro.



Fonte: http://www.filosofia.com.br/vi_filme.php?id=22

(Postado por Débora Ferreti)

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Dica de Filme - Obrigado Por Fumar



Título original: (Thank you for smoking)
Lançamento: 2006 (EUA)
Direção: Jason Reitman
Duração: 92 min
Gênero: Comédia
Sinopse: Nick Naylor (Aaron Eckhart) é o principal porta-voz das grandes empresas de cigarros, ganhando a vida defendendo os direitos dos fumantes nos Estados Unidos. Desafiado pelos vigilantes da saúde e também por um senador oportunista, Ortolan K. Finistirre (William H. Macy), que deseja colocar rótulos de veneno nos maços de cigarros, Nick passa a manipular informações de forma a diminuir os riscos do cigarro em programas de TV. Além disto Nick conta com a ajuda de Jeff Megall (Rob Lowe), um poderoso agente de Hollywood, para fazer com que o cigarro seja promovido nos filmes. Sua fama faz com que Nick atraia a atenção dos principais chefes da indústria do tabaco e também de Heather Holloway (Katie Holmes), a repórter de um jornal de Washington que deseja investigá-lo. Nick repetidamente diz que trabalha apenas para pagar as contas, mas a atenção cada vez maior que seu filho Joey (Cameron Bright) dá ao seu trabalho começa a preocupá-lo.



Comentário sobre o filme:

Irônico e sarcástico do começo ao fim, o filme trata, acima de tudo, de retórica e persuasão. O cigarro e o lobista que age a favor da indústria do fumo são bons artifícios para fazer refletir sobre a cultura da manipulação de informação. Apesar de politicamente incorreto, ninguém fuma na tela.
[Rubens Ewald Filho]



Minhas considerações sobre o filme:

"Obrigado por fumar" é um filme bem claro e engraçado nas suas críticas. Usando a "caça" aos produtores de tabacos como plano de fundo, o filme é voltado para o personagem Nick Naylor, Lobista que representa a Academia de Estudos Sobre o Tabaco. Logo é ele que revela o avanço das pesquisa que na verdade são financiadas pelos próprios produtores de tabaco.


A manipulação de informação, e os apelos vindos dos grupos, pró e contra, ao tabaco podem ser utilizado facilmente em sala de aula, para iniciar uma discussão a cerca da informação que é difundida pela mídia e redes sociais. O que pode levar o participante a questionar suas fontes de informação e discutir, obviamente, outros assuntos extremamente defasados pela mídia, como por exemplo a regulamentação da venda de maconha, o aborto, e o uso de células tronco.
Tudo o mais que for dito sobre o filme acabará por tirar a beleza do enredo irônico. Portanto está aqui uma ótima dica de filme para se trabalhar em sala de aula, lembrando que a censura é 12 anos.

Cena do filme que mostra bem o que se esperar:



(Postado por Miécimo Ribeiro)

Maquiavel

O interesse dos alunos sobre o Filósofo Nicolau Maquiavel é enorme. Então aí está o livro O Príncipe: http://www.megaupload.com/?d=ZEOTFYU6

Definir Maquiavel em uma só obra é impossível. Mas analisando O Príncipe, uma de suas obras mais importantes, é inevitável perceber que ele foi responsável por uma nova maneira de observar a ciência política.
De certa forma, Maquiavel vai “iniciar” a política afastada da ética. Ele nunca chegou a pronunciar ou escrever a famosa frase atribuída a sua pessoa: “os fins justificam os meios”, mas pode-se dizer que essa é uma boa maneira para pensar O Príncipe.
Antes a política se submetia a ética (no caso de Aristóteles a política é uma questão ética) em Maquiavel a ética se submete a política.
Para o pensador, política é uma espécie de ciência e quem segue as regras, alguns princípios de prudência, tem grandes chances de prosperar.



(Postado por Camila Oliveira)

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

A Mentira Em Debate


Após alguma reuniões em que todo o grupo debateu sobre qual seria a melhor forma de interagir com os alunos do 3º ano do Colégio Estadual Presidente Dutra, de forma a aproximar e apresentar o campo do pensamento filosófico, chegamos a um ponto que nos pareceu que poderia render bons frutos, o “Cine x Debate”. A idéia se mostrou eficaz em nossa primeira tentativa. A utilização de fontes alternativas como forma de preencher a lacuna entre o pensamento do professor e do aluno para que todos possam pensar juntos é fundamental, mas isso não exime do professor a sua capacidade de atuação no campo do pensamento e, sim, auxilia. De uma maneira geral, o grupo se manteve unido, cada um colaborando e preenchendo com significativa importância o pensamento do outro, abrindo sempre novas possibilidades e expandindo os horizontes de conhecimento.


Fica aqui o agradecimento aos meus colegas de grupo: Christofer, Demetryus e Miécimo Ribeiro, por compartilharem comigo essa primeira experiência e também à Professora e Coordenadora do projeto na escola Andreia e à Professora Rosangela, responsável pela turma, que nos proporcionaram essa chance, sem esquecer dos nossos amigos alunos do C.E. Presidente Dutra.

E foi numa conversa informal que chegamos ao filme “A invenção da Mentira”, que foi o escolhido para inaugurar nosso primeiro diálogo com os alunos. O filme se passa numa realidade onde não existe mentira, todas as pessoas falam somente a verdade, o que rende boas gargalhadas pelos seus diálogos carregados de uma graça ácida e muitas vezes cruel. O ponto-chave da trama é exatamente a invenção da mentira pelo protagonista, fato que muda toda sua vida transformando-o no homem mais poderoso do mundo, já que é o único capaz de ‘falar algo que não é’, como ele mesmo define. Após o filme, propusemos um questionário para que refletissem em casa, mais para situar os alunos em qual seria o centro de discussão, e na aula seguinte fizemos o debate. As perguntas foram as seguintes:

1. Como observado no filme, não há mentira no que as pessoas dizem. Embora por uma abordagem cômica, o filme reflete um mundo, de certa forma, triste e caótico. Na sua opinião, qual a importância da mentira e em que momentos ela torna-se algo positivo?


2. O filme demonstra de maneira sutil que, diretamente ao fato de não conseguir mentir, o indivíduo apresenta, também, como principal característica para não fazê-lo, a falta de criatividade, o que fica bastante claro, por exemplo, na forma como são feitos os filmes neste “mundo imaginário”.Você concorda com esta afirmação? É possível conseguir mentir sem ter inspiração criativa?

3. Aproveitando a questão 2, disserte sobre os principais pontos do filme em que você percebeu que algo poderia ter ocorrido de maneira diferente se houvesse o uso da criatividade por parte dos indivíduos.

4. Comente sobre a questão religiosa abordada no filme, que fica clara no momento em que Mark afirma conversar com “o cara que vive lá em cima”. Para você esta crítica está com maior tendência para o ataque religioso ou seria uma forma de ampliar os horizontes do espectador, sem desrespeitar suas crenças?


5. Por fim, descreva sua impressão sobre o filme apresentado, o que você pôde absorver dele, o que você gostou (ou não), enfim... Dê sua opinião, como se fosse uma crítica ou resenha sobre o filme, mas sinta-se livre para fazê-lo da forma que achar mais conveniente.

O debate se desenrolou por meio da discussão estética, ética e religiosa que o filme proporciona; A importância da criatividade no pensamento humano como forma de expansão foi o principal ponto discutido, sendo ela um fator fundamental tanto para a arte quanto para a ética das relações cotidianas. Falou-se também dos usos da mentira e do poder do discurso em seus vários âmbitos: político, religioso e interpessoal.

O filme, partindo da idéia de trabalhar um único conceito – a mentira – à primeira vista pode parecer simples, mas se demonstra genial ao longo da obra e, como se pôde perceber, rende discussões das mais diversas. Fica aqui então a dica para quem quiser, além de dar boas risadas e apreciar um romance, pensar!


A invenção da mentira - Trailer.


*O vídeo contém alguns erros na tradução e o título não está em sua tradução literal, pois o nome oficial utilizado no Brasil é "O Primeiro Mentiroso", porém o vídeo permite compreender a atmosfera na qual gira o filme.




(Postado por Vinícius Vieira)

Domínio Público

Certamente você já deve ter ouvido falar em Direitos Autorais, ou Copyright. Estes são termos legais que compreendem a proteção, através de registro, à obras de cunho intelectual, abrangendo toda produção artística, literária ou científica. Através dessa preservação de direitos o autor possui total detenção sobre o uso e distribuição de sua obra, sendo proibida a comercialização, utilização de trechos, adaptação ou inclusão em outras obras, desde que haja autorização prévia do autor, normalmente sob acordo que gere lucro comercial para o mesmo, com devida documentação de concessão para utilização das mesmas. É através desta lei que autores que sentem-se lesados pelo uso inapropriado de suas obras, desde que devidamente registradas em órgãos competentes, possam mover ações judiciais e garantir o ressarcimento pelo uso indevido de sua produção intelectual. Deve-se, também, à este conjunto de regras sobre direitos autorais (que, inclusive, possuem variações em cada país) as intermináveis discussões sobre pirataria, especialmente em tempos atuais, onde a internet é, indiscutivelmente, a maior detentora de conteúdos e obras intelectuais e possibilita a qualquer usuário, sem muito esforço, tanto obter, quanto repassar conteúdos ilegalmente, ou seja, sem atribuição comercial ao autor da obra, de forma gratuita.

O que poucos sabem é que existe, também, uma lei muito bacana que visa atenuar tais problemas citados anteriormente. Esta lei é a LEI Nº 9.610, DE 19 DE FEVEREIRO DE 1998que regulamenta, especificamente no Brasil, que obras caiam em Domínio Público. Através desta lei, os direitos autorais passam a ser de domínio público após setenta anos contados de 1° de janeiro do ano subsequente ao falecimento do autor. Além das obras em que o prazo de proteção aos direitos excedeu, pertencem ao domínio público também: as de autores falecidos que não tenham deixado sucessores e as de autor desconhecido. Existem diversas outras regrinhas que tornam uma obra domínio público (que variam de país para país, inclusive no que se refere aos anos que devem ser aguardados), assim como iniciativas de artistas ainda vivos para tornar obras mais acessíveis, ou até mesmo abdicarem totalmente de seus direitos, como por exemplo a iniciativa Creative Commons. Mas não entrarei muito em detalhes com relação a isso.

Na verdade tenho duas intenções com esse post: a primeira é a de esclarecer o que é, afinal de contas, esse tal Domínio Público e a segunda é dar uma dica muito bacana que tenho certeza que você que está lendo, se ainda não conhece, vai gostar bastante!

Mas então, que diferença tem uma obra protegida por Copyright da de Domínio Público?

Bom, a primeira resposta é óbvia: Você pode baixar diversos conteúdos sem peso na consciência de estar desacatando a lei, o que vai te livrar de possíveis processos judiciais e pagamentos de multa, o que é muito interessante, concorda? Mas e daí, acaba por aí (você deve estar perguntando)? A resposta é não! Obras em domínio público são muito bacanas porque permitem que diversos artistas utilizem as mesmas ou trecho delas, para suas próprias composições originais intelectuais. É possível utilizar músicas de domínio público em filmes, trechos para compor novas músicas, ou até mesmo regravá-las e fazer suas versões ou remixes. Também é possível utilizar trechos de livros, ou completos, e poemas para musicá-los, ou estampar em camisetas para vender. Também pode-se usar livros, ou peças para fazer adaptações teatrais, ou utilizar trechos de filmes para montar o videoclipe da sua banda... Enfim, diversas oportunidades criativas. E o melhor: sem gastar o mínimo tostão, sendo necessário, apenas, fazer referência a obra e autor utilizados, sem a preocupação de encrencar com a justiça!

E agora, vai a dica:

Visando a difusão de obras na condição de domínio público, diversos sites já estão disponibilizando obras para download, onde você fica despreocupado, tanto com o tráfego, quanto com o uso ou reinvenção/adaptação das mesmas. Mas dentre estes, um site que se destaca é o Portal Domínio Público (clique sobre o nome para acessar o site). Este portal é uma iniciativa do governo que possui em seu acervo nada menos do que 10 mil arquivos de texto e 4 mil arquivos de outras mídias, dentre elas imagem, som e vídeo, sendo que estas são estatísticas referentes ao início de 2006. Imagine só a quantidade de arquivos que eles possuem agora? Dentre os destaques do portal temos a obra completa de Machado de Assis, Shakespeare e A Divina Comédia completa, ambos em português, diversas composições musicais eruditas, brasileiras e estrangeiras, como Mozart, por exemplo, e por aí vai!

O portal é muito bacana e vale muito à pena dar uma conferida! Espero que tenha esclarecido algumas coisas para quem não conhecia e faço votos que se divirta descobrindo diversas obras de utilização e distribuição livre. Boa pesquisa!

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Teste seu Conhecimento em Filosofia

Simulado com trinta questões de vestibular e ENEM.

 Disponivel para download

Plano bimestral

Faça o download do plano de aulas que fiz.
Referente ao texto - Iniciação à filosofia: política, educação e conhecimento em Platão


(Postado por Erick Costa)

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