terça-feira, 26 de março de 2013
Mural interativo
terça-feira, 10 de abril de 2012
A Questão da Justiça no Livro I da República de Platão
Proposta de material didático:
PIBID de Filosofia - UFRRJ – Eixo Política
Bolsista: Renato Braga Campello
Este texto foi desenvolvido com a finalidade de ilustrar, ainda que sem minúcia, a principal questão presente no livro I da República de Platão: a questão da Justiça e suas conseqüências para Pólis. Assim, o presente texto deve servir como instrumento de trabalho para o PIBID de Filosofia da UFRRJ voltado para o eixo de estudos em Política.
A Questão da Justiça no Livro I da República de Platão
O Livro I da República gira em torno da seguinte questão: “O que é a justiça?”. Para responder a esta pergunta, os interlocutores de Platão, em sua maioria, recorrem aos ensinamentos dos poetas, que se referem à prática de justiça, à aparência de justiça e a aplicam aos seus comportamentos na sociedade, o que preocupa Platão. Pois este defende que devemos nos basear no Ser da Justiça, buscando uma definição que possa ser partilhada por todos os homens.
Todos os argumentos platônicos tinham como interesse o convívio na Pólis, defendendo a ideia de que a Justiça deva ser o princípio das relações políticas dos indivíduos, tratando a mesma como um bem coletivo, e não individual.
No diálogo estabelecido por Sócrates e Trasímaco, percebemos a reflexão sobre o conceito de Justiça. Platão usa seus artifícios dialéticos através da refutação de Sócrates frente aos argumentos dos outros interlocutores, derrubando suas convicções até provar que se tratam de opiniões individuais, sendo meras aparências e não possuem universalidade, muitas vezes usando seu método filosófico caracterizado pela substantivação.
Frente a estes métodos usados por Sócrates nos diálogos estabelecidos entre ele e os demais interlocutores, Trasímaco revolta-se, intervindo na conversa de maneira áspera, pois não admite que Sócrates limite-se em indagar os demais e considera teimosia a maneira que Sócrates refuta as respostas dadas a ele, exigindo que se expresse com clareza e precisão, e defina ele mesmo o que é a Justiça.
Porém, mesmo que insistisse para que Sócrates desse a sua resposta, Trasímaco deixava transparecer seu desejo de se distinguir dos demais, julgando ter uma resposta melhor que as outras. Logo, o próprio Trasímaco se propõe a definir a Justiça, esperando ser aplaudido por Sócrates, afirmando que a justiça é o interesse do mais forte, usando o governo, pois este é considerado o setor mais forte em cada cidade, afirmando que estes fazem as leis para seu próprio benefício, como vemos a baixo:
“E cada governo faz as leis para seu próprio proveito: a democracia, leis democráticas; a tirania, leis tirânicas; e as outras a mesma coisa; estabelecidas estas leis, declaram justo, para os governados, o seu próprio interesse, e castiga quem os transgride como violador da lei, culpando-o de injustiça” (338a - e).
Assim, Trasímaco afirma ser justo o que é vantajoso para o governo constituído em cada cidade, e sendo ele, o governo, mais forte em cada cidade, estabelece-se como justo o interesse do mais forte, segundo sua conveniência. Porém, refuta-o Sócrates:
“Uma vez que tu e eu concordamos em que a justiça é algo de conveniente, e que tu acrescentas a esta definição que essa conveniência é a do mais forte, e eu ignoro se é assim, temos de examinar a questão” (339a – e).
Como podemos perceber invés de Sócrates aceitar, ou mesmo abandonar de uma vez o argumento de Trasímaco, ele propõe uma melhor análise das palavras de seu interlocutor até que as contrapõe. E assim o diálogo é marcado pela humildade de Sócrates que, com a persuasão da palavra, refuta Trasímaco, que com sua posição hostil, procurava impor suas opiniões.
Bibliografia:
PLATÃO, A República. 2ª edição. São Paulo: Martin Claret, 2000.
Notas de esclarecimento:
*O uso dos diálogos na obras de Platão tem a função de resgatar as discussões que eram criadas nas praças, casas e demais lugares da cidade. Os embates criados pelos gregos através dos diálogos eram prezados tanto por Sócrates quanto para Platão, pois através destes diálogos acreditava-se que se alcançaria um conhecimento comum que pudesse ser partilhado por todos.
** “Só sei que nada sei”. Sócrates propõe com essa frase não trazer o conhecimento e nem mesmo criá-lo. Mas sim encontrar caminhos no que já existe, esclarecendo problemas e trazendo outros, para assim chegar a um denominador comum.
***Sofística: Na medida em que se dão conta da ‘mágica’ do discurso, cria-se uma especialização dessa arte dando maior capacidade de persuasão aos que possuem o ‘dom’ da palavra. Isto gera conseqüências para a justiça, pois os que podem melhor argumentar podem manipular as pessoas de acordo com seus interesses.
Como proposta de uso deste material, indico a possibilidade de divisão da turma para promover discussões acerca do problema apresentado no texto, estimulando e orientando os alunos para uma boa argumentação. Isto poderia ser feito orientando os alunos a apresentarem argumentos a favor ou contra Sócrates ou Trasímaco a partir do texto.
Ainda como proposta de uso, segue um questionário que possibilite avaliar a apreensão do tema abordado no texto.
Questionário:
1. Por que, para Sócrates, é importante definir o Ser da Justiça de forma que esta possa ser universalizada? Apresente argumentos contra ou a favor da posição de Sócrates.
2. Reconstrua os argumentos de Trasímaco. Em seguida, apresente argumentos contra ou a favor da posição de Trasímaco.
3. Qual a relevância da cultura na educação dos indivíduos? Em outras palavras, até que ponto a cultura influencia em nossos atos e noções acerca do que devemos ou não fazer?
domingo, 30 de outubro de 2011
Internet e Democracia: Indivíduo, Tecnologia e Poder
Relatório do “Café Filosófico”
segunda-feira, 12 de setembro de 2011
As revoluções industriais conduziram às revoluções científicas e tecnológicas que consequentemente levaram ao processo de desenvolvimento e transformação dos meios de comunicação para congelantemente da sociedade. Esses processos tecnológicos modificaram nosso modo de percepção do mundo devido a sua dinamicidade, expressividade, cooperativismo e resultaram em intensas mudanças culturais, que estabelecemos de cibercultura.
quinta-feira, 5 de maio de 2011
Escolha do livro didático (PNLD 2012)
- O livro trata de forma simples e compreensível os temas filosóficos deixando clara a complexidade dos mesmos?
- Expõe não só as ideias dos principais autores, mas também os motivos para que defendam tais ideias?
- Expõe trechos das obras desses autores, fazendo os devidos esclarecimentos?
- O livro consegue transmitir a importância da disciplina?
- O vocabulário utilizado é acessível aos alunos?
- O autor procura ser didático, mas sem subestimar os alunos?
- O autor procura sempre que possível e viável trabalhar de forma argumentativa?
(Postado por Erick Costa)
segunda-feira, 25 de abril de 2011
Músicas
Música: Polícia
Artista: Titãs
“Dizem que ela existe para te ajudar, dizem que ela existe para proteger”.
Esse é apenas um dos versos da música que critica ferozmente a ação policial. Ao invés de ajudar e proteger, a corporação atua com repressão sobre a sociedade. A população reprimida fica dominada pelo medo e é isso que mantém as pessoas controladas e atadas. O medo da repressão faz com que os indivíduos continuem em inércia, auxiliando na manutenção do poder nas mãos da elite.
Música: Estado Violência
Artista: Titãs
A letra dessa canção revela a relação entre o sujeito e o Estado. Relata o sentimento de um indivíduo que acredita que o Estado é autoritário e violento. Além disso, este se mostra totalmente indiferente a sua vontade.
Música: Inútil
Artista: Ultraje a Rigor
Essa letra contém propositalmente erros de concordância, justamente para fortalecer o protesto do autor. Este afirma que “não sabemos escolher presidente” e não temos consciência sobre nossas ações. Também mostra que quando tentamos fazer algo relevante, esbarramos na dificuldade muitas vezes colocada pelo Estado: “a gente faz música e não consegue gravar, a gente escreve livro e não consegue publicar, a gente escreve peça e não consegue encenar ”.
Música: Até quando
Artista: Gabriel Pensador
Essa letra demonstra a nossa capacidade de continuarmos parados, mudos, diante dos problemas. Trata basicamente da alienação e repressão do Estado sobre o indivíduo. Reclamamos, esperando um milagre para nos tirar dessa situação: “não adianta olhar pro céu com muita fé e pouca luta, levanta aí que você tem muito protesto pra fazer e muita greve você pode e você deve, pode crer”. A única solução para acabar com isso é a população acordar e lutar pelos seus direitos.
Música: Até quando esperar
Artista: Plebe e Rude
Nessa música, que é um clássico dos anos 80, a banda explora um assunto bem recorrente quando tratamos das mazelas do país: a distribuição de renda. O objetivo seria nos alertar sobre o assunto. ”com tanta riqueza por aí, onde é que está, cadê sua fração”. E como nos outros casos, a letra também aborda o tema da submissão do sujeito pelo Estado e a falta de mobilização social: ”até quando esperar a plebe ajoelhar esperando a ajuda de Deus”.
(Postado por Camila Oliveira)
19:45
Estevão Sousa





































